terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lixo e "lixo"




Tem coisa que ainda me revolta demais, é de algumas "revoltas" alheias que me revolta.

Discutindo em um debate (ê redundância bonita!) uma figura soltou a pérola que joga lixo no chão como forma de protesto por não ter lata de lixo por perto.

Rapaz, imagina aí se todo mundo seguisse essa "lógica" e se "revoltasse" dessa maneira.

Se por conta de salários baixos os professores começassem a ensinar errado em protesto.

E se os pedestres colocassem pregos nas faixas de pedestres em forma de protesto? Ou motoristas estacionassem no meio das ruas por falta de estacionamento ou por conta do preço alto dos flanelinhas?

Se formos seguir essa idéia "brilhante" roubar deixaria de ser um crime e viraria protesto, um manifesto e uma forma de expressar sua indignação.


O engraçado e irônico da coisa é que esse tipo de pessoa deve ter ódio do MST, mas a idéia é bem parecida né não? Apesar de não ser igual, logicamente.
Não é querendo parecer ou ser politicamente correto, mas sempre digo que enquanto não vermos que a Terra é nossa casa e nos comportamos como péssimos inquilinos o tão aguardado 2012 chegará antes mesmo do 13º salário desse ano.

O pior tipo de vírus realmente é o homo sapiens.

Prefiro protestar da forma que venho fazendo, lixo se coloca na lata de lixo e ponto final. E como forma de protesto eu coloco o lixo de "mentes brilhantes" na lata de lixo na frente da própria sem dar uma palavra, espero que a consciência da pessoa grite.
O lixo que nós jogamos na lata de lixo (pelo menos que alguns jogam) poderá ser reutilizado ou reaproveitado, mas o "lixo" que algumas pessoas jogam por aí, não. Algumas pessoas quando pensam fede e quando falam sujam, e isso é mais lixo que o próprio lixo.

Lixo é no lixo, e "lixo" é no lixo.

Vamo começar a reciclar as idéias!
Abraço ae!
DJ


Obs.: Até hoje minha RG é suja de Toddynho.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Valor de um "bom dia"



Morar num condomínio é um exercício diário para a sua educação e paciência, mas hoje falarei da primeira.

Cá estava o maguinho às 6:50h numa segunda-feira com aquele "bom" humor de começo de semana dentro do elevador quando entra uma senhora de tal andar (não sei qual mas deveria) e não me deu "bom dia", bom, mesmo eu sendo altamente tímido e bem-humorado como estava disse "bom dia" à senhora e como resposta recebi as costas da mesma. (e nem fechar a porta ela sabe!!!)

Pensei: ela também não acorda de bom-humor nas segundas.

Só que na terça, quarta, quinta e sexta também não (ela não segue nem uma escala de revezamento!).

Cara, se não dermos o que ainda é gratuito imagina o preço que algumas pessoas colocarão no seu "bom dia" quando for pago.

- Quanto tá seu "bom dia"?
- R$ 2,00.
- Ah tá.
- Não vai querer?
- Não, o do porteiro é forçado mas é de graça e o seu tá mais caro que a passagem de ônibus.

Não que isso deveria ser algo imposto, mas o que é um "bom dia" que eu não possa dizer?

Mas que seria massa que fosse lei seria. O não cumprimento do ato de cumprimentar acarretaria na multa de trabalhar durante um mês com telemarketing.

Eu não sou obrigado a dizer "obrigado" ao motorista e ao cobrador já que ambos estão fazendo nada mais que sua obrigação, mas digo mesmo assim, pois não me custa nada. Não faço apenas por educação, faço porque me faz bem.

As pessoas ainda não se deram conta do poder de uma palavra, do valor de um simples "bom dia".

Hoje em dia é difícil dizer um "bom dia" no elevador mas é tão fácil dá um dedo no trânsito e mandar um pra puta que pariu! Ambos de graça, mas que podem trazer prejuízos a longo ou curto prazo.

Mas pra alguns é mais fácil dizer "boa noite" a William Bonner e Fátima Bernades que ao seu vizinho, porteiro, companheiro de trabalho.

Não há a necessidade de verbalizar tudo, pois um sorriso, um aperto de mão, uma puxada de papo (a boa e velha pergunta "será que hoje vai chover?"), dá a cadeira a uma grávida ou idoso no ônibus, etc. E repito, não devria ser algo obrigatório.

Bom, eu acredito que um simples "bom dia" pode fazer toda a diferença no dia de uma pessoa.

Quem tiver afim de um "bom dia" de graça e de bom grado pode contar comigo, faço com gosto. Mas se algum dia o "bom dia" for pago não contem comigo, me esqueçam, pode até parecer hipocrisia tudo que eu falei, mas preciso terminar de pagar meu apartamento. Então...

Abraço ae!
Boa noite!
DJ

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dígrafo





Tou cansado de ser hiato,
De ser ímpar,
De ser um número primo.
Se engana quem pensa que quero ser um ditongo,
Muito menos um tritongo
Ou até mesmo um número par,
Eu quero ser um DÍGRAFO.

                         (11/08/2006)


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Dívidas & Dúvidas



"Merda vende, merda vende!
Merda vende, morte vende mais!"



E eu acho que é bem por aí.

É muito doido esse mundo, alguns artistas só vendem bem depois que morrem, outros lucraram bem quando vivos mas venderam muito mais depois de mortos. Uma pessoa que nem morreu mas ganhou um certo espaço na mídia a pouco tempo foi Belchior, ou seja, pra aparecer ele teve que sumir.

Elvis até hoje é um dos artistas que mais vendem mas que pelo andar da carruagem vai perder sua realeza para outro rei. Michael Jackson já está em terceiro lugar entre os mortos mais lucrativos do mundo, e não fez nem um ano de morte, nem seis meses!!!

Mas...até hoje me pergunto: será que esse cara morreu mesmo? Pode parecer bizarro mas tem hora que tenho minhas dúvidas.

Vamos por partes, primeiro, o cara morre de forma misteriosa e fica com o corpo por mais de um mês fazendo autópsia e nada se sabe ao certo sobre sua morte, se foi por conta do vício em remédios, se foi acidente durante os primeiros-socorros, se foi assassinato (na boa, alguns familiares dele iriam adorar), ou se foi alguma doença.

Segundo, o cara morre no ano que completa 50 anos, cheio de dívidas, com seus pertences sendo leiloados, e as vésperas de uma mega-turnê que já estava com os ingressos esgotados e que coincidentemente os ensaios desta turnê foram filmados de forma que poderia virar um filme e documentário, e surpreendentemente estreou com as salas super-lotadas...lógico. (alguém duvida de uma biografia daqui a um tempo?)

A vida do cara sempre foi cheia de escândalos, de acusação de pedofilia a inúmeras cirurgias, de abusos durante a infância a mudanças na cor da pele. E mesmo depois da sua morte surgem mais e mais dúvidas, desde o motivo de sua morte a paternidade de seus filhos.

Todo mundo sabe que morte vende muito, basta ver o número de coletâneas e cd's de raridades por aí de vários artistas, entre eles: Jimmi Hendrix, Kurt Cobain (Nirvana), e Cássia Eller. Morrer é o marketing perfeito! E esses artistas que preferem se drogar ou bater em fãs e paparazzis, tão vacilando.

Antes de sua morte eu sempre ia na parte de cd's das Americanas e ficava ali paquerando seus 4 primeiros cd's de R$ 9,99 e tal, mas nunca comprava. Depois que o cara morreu, cadê os cd's? Sumiram! Fiquei só na paquera mesmo. Hoje tem praticamente uma prateleira só de coletâneas dele por lá. (eu mesmo comprei a minha, Thriller ficou muito caro)

Não tou querendo dizer que não acredito na morte dele e muito menos tou tirando sarro ou criando teorias da conspiração, digamos que tou falando em coincidências, afinal de contas enquanto as dúvidas aumentam as dívidas diminuem.

Enfim, enquanto escrevo aqui mais dinheiro entra na conta dele, ou da mãe dele, ou do advogado dele, ou sei lá de quem, afinal isso nem é da minha conta...(in)felizmente.

Só digo uma coisa, se todo endividado tivesse que morrer pra pagas suas dívidas o cemitério ficaria lotado de gente viva.

Repetindo, não dúvido da morte de Michael Jackson, mas tem hora que acho que ele tá tomando um banho de sol em Cuba junto com Elvis, fumando um Bob.

Abraço ae!
DJ




OBS.: Curto Michael Jackson desde criança, respeito seu legado apesar de não achá-lo um gênio.

OBS.: A introdução é um fragmento de uma música de Kleyderman, um projeto paralelo dos Titãs: Branco Mello e Sérgio Britto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O mundo azul



Rapaz, quando Andréia (Vargas) me convidou pra participar do orkut, antes a pessoa tinha que receber convite de alguém para participar, eu logo de início achei chato (pra variar) mas nunca pensei que fosse conhecer tanta gente através dele.

Internet é um mundo paralelo mesmo, uma coisa de doido geral.

De início achei o orkut sem graça e chato. Que graça tinha a pessoa adicionar amigos e participar de comunidades? Pois bem, a graça era essa e eu não via muita graça.
(escrevi a palavra "graça" quatro vezes sem necessidade)

Com o tempo foi surgindo convites de pessoas que nunca mais tinha visto, gente da época da alfabetização, 1º grau, curso de computação da época do DOS, etc. Comecei a achar o mundo azul mais interessante.

Depois de um tempo parei de adicionar comunidades e resolvi participar mais delas, e aí que ficou legal a parada, comecei a conhecer gente de outros estados, regiões e até de outros países.

Comecei a discutir e debater nas comunidades, e nessa troca de idéias, que muitas vezes eram contrárias, fiz amigos, e o engraçado da parada é que não conheço ninguém pessoalmente.

Ou seja, a internet virou o novo 195. (o número do disk amizade era esse nera?)

Fui moderador de uma comunidade que tinha mais de um milhão e meio de participantes (que entreguei os pontos em menos de 3 meses, e que depois de um tempo sem explicação nenhuma ela foi deletada), fui expulso de outra por dizer que o terceiro cd da banda era uma merda e de outra por defender a música eletrônica numa comunidade metal, descobri que existem mais "Dilsons" no mundo do que eu pensava, etc.

Mas voltando mesmo ao assunto, a graça do orkut não era adicionar os amigos que eu já tinha e sim adicionar os que fiz através dele.

Vá lá, por conta da "distância" talvez só conheça o lado "bom" das pessoas, mas o que quero falar nem é isso, é o fato de conhecer gente e essas pessoas se tornarem parte da tua rotina sem tu ao menos ter tomado uma ou ter ido à praia com essa pessoa.

Mas discutindo sobre aborto, maconha, política, religião, homossexuais, nordestinos, músicas, conheci pessoas que pensam igual a mim e que pensam exatamente o contrário que eu, e mesmo assim a diferença não fez diferença. E aprendi muito com essas pessoas, quebrei preconceitos, refiz opiniões, comecei a me informar mais, etc., etc., etc. Enfim, hoje tenho onde dormir no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Portugal, Rio Grande do Sul, Japão, etc.
(pelo menos a promessa...hehehe)

Aí que entra a questão: existe amizade virtual?

E respondo: não sei, não tenho amigos virtuais.

Abraço ae!
DJ


Vou citar nomes mas esquecerei alguns: Isabel, Marcelo Anjo Martins, Moacir Cumpadre Washington, Mie Xerô, John Fessor, Raquel e o Gurizon, Patrícia Molko Stone, Rose, Grace, Gurua...

OBS.: No orkut não envio convite a ninguém porque eu sou tímido...hehehe (é verdade)

OBS.: E só adiciono quem eu conheço. E o número de minhas comunidades sempre são aproximadamente 10% do número dos meus amigos, mas isso é outro assunto.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cabeça de rádio


Sempre gostei muito de música, hoje nem tanto mas antigamente ouvia muito rádio, sempre curti música pop, só que também gostava (e ainda gosto) dos "marginalizados" das rádios, um desses "excluídos" é a banda Radiohead, banda que gosto demais mas que de uns tempos pra cá não tem me agradado tanto assim.

Discografia interessante, com altos e baixos extremos, na minha humilde, simples, pequena e sincera opinião.

O primeiro cd Pablo Honey é bom, o tipo de rock que gosto apesar do cd não ser maravilhoso, mas me agrada escutar, e a Inglaterra tinha que dá um tipo de resposta ao grunge americano, e que igualmente foi altamente clonado mundo afora. Metade do cd é perfeito, a outra metade é ouvível.

O segundo é na minha humilde, simples, pequena e sincera opinião, o melhor cd da banda, The Bends, bons e velhos tempos em que eles sabiam tocar guitarra e bateria, não eram músicos perfeitos mas todos tocavam, se tinha baterista e guitarrista na banda, enfim, a banda ainda era uma banda. Eu conheci a banda graças a esse cd, ou melhor, graças a Fake plastic trees, ou melhor ainda, graças à propaganda de Carlinhos, o da síndrome de down. Curto todas as faixas deste cd, do primeiro acorde de Planet telex, passando pela balada "acústica" de High and dry, Fake plastic tress que é perfeita do início ao refrão até o fim, Just talvez a mais "guitarrada" do cd, se brincar talvez seja a mais pesada da banda até hoje, e finaliza com o trio: Black star, Sulk e Street spirit (fade out), respectivamente, o melhor refrão, a música que mais gosto do cd e a que mais me dá vontade de ouvir quando tá chovendo. Enfim, é O CD da banda.

O terceiro disco está em primeiro em quase todas as listas de críticos e fãs, as vezes até eu acho que é o melhor da banda, mas sempre volto atrás, Ok computer é um cd que curto "pacaraleo" mas que não consigo ouvir do início ao fim, as músicas boas são perfeitas mas as ruins são péssimas (apenas duas). O cd é até considerado o "Sgt. Peppers" deles e como eu sou eu e eu sempre sou do contra, não acho o "Sgt Peppers" o melhor cd dos Beatles, a começar pela faixa título. Ao contrário de The Bends este cd é mais variado, tenho que concordar, as músicas não se parecem entre si, só Paranoid Android já tem variações diferentes nela mesma. E coincidência ou não, é o terceiro cd em que a 4ª faixa é uma balada ou meio deprê, só que nesse eles foram muito mais longe, se Fake plastic trees já era pra baixo com Exit music (for a film) eles abusaram, o que pra mim foi ótimo, a música é perfeita, do seu começo baixo ao baixo de quando a música cresce. Não vou falar de No surprises e Karma police que são minhas favoritas, mas não posso deixar de falar de 7 filter happier e Electioneering, músicas perfeitas para um cd de Lados B que a banda poderia lançar caso um dia acabasse e que se dependesse delas eu não compraria. Bom, Ok computer assim como Nevermind de Nirvana marcaram época cada um no seu estilo, com seus erros e perfeições.

Kid A e Amnesiac, rapaz, vou falar desses dois juntos pois eles poderiam ser um cd só, e na verdade parece que era essa mesma a intenção. Então vou falar dos dois no singular mesmo. As faixas boas são apenas isso mesmo, boas. A banda abusou do eletrônico e o cd ficou fraco, sem guitarra, músicas intimistas demais, mas ironicamente a faixa que mais curto é justamente a mais eletrônica, Idioteque não tem guitarra nenhuma mas é a única que foge do padrão insosso dos 2 cd's e que eu pensava que era uma resposta ao cd POP de U2 mas nem é. O primeiro ainda se salva músicas como: How to disappear completely, Optimistic (contraditório com força), Morning bell e Motion picture soundtrack (que é feita apenas com vocal e sample). Já o segundo, vixe, só consigo ouvir Pyramid song e Knives out, nome sugestivo para um cd como esse...hehehe.

O sexto cd, Hail to the Thief, que tem todas as faixas com subtítulos ficou no quase: o cd é quase bom, as músicas boas são quase boas, quase teve guitarra, quase teve bateria, quase a banda volta a ser banda, mas pra mim continuou a banda de Thom Yorke, resumindo, quase gostei do cd. Destaco apenas: 2 + 2 = 5, Go to sleep, There there e outra que esqueci o nome e tou ouvindo Let down (Ok computer) e não quero mudar pra colocar o título aqui.

E o até então último cd físico da banda, já que eles disseram que não mais lançarão cd's e sim músicas para serem baixadas em seu site oficial, In Rainbows, cara, achei o cd bem parecido com o anterior, mas nesse eles quase chegaram lá, as boas são muito boas, e eu teria coragem de comprar esse cd só por conta de All I need, até o clipe dela é arrepiante que mostra o dia-a-dia de duas crianças, uma oriental e outra ocidental, uma de sapato novo e a outra que faz o sapato, arretado o clipe. E tem Jigsaw falling into place que lembra a gente que a banda tem um baterista, não que a bateria seja tecnicamente perfeita, mas ela aparece, tem som ali. Entendeu?

Banda muito boa, mas não perfeita como fãs mais fervorosos gostam de gritar (gritar não que fã deles são intimistas demais para gritar...hehehe), talvez esse seja o maior defeito da banda: os fãs.

Mas enfim, essa é minha opinião de uma das melhores bandas de rock(?) do mundo, que são "cabeças de rádio" mas que não tocam no rádio, mas, que numa certa fase da minha vida fez minha cabeça.

Abraço ae!
DJ


OBS.: Não sou crítico de música, não tenho vocabulário e cacife pra isso, sou só crítico e metido mesmo.

Sehnsucht


De uns tempos pra cá ando meio saudosista, algo como do início dessa encarnação até hoje.

Pode ser a idade chegando ou o tempo passando cada vez mais rápido. O final de ano tá em cima e ainda tou bronzeado do sol do ano passado.

Sempre fui difícil de me desapegar a tudo, ainda mais quando é com pessoas.

Sinto falta de fases, momentos e de pessoas que já foram mas que estão sempre por perto, de pessoas que moram aqui perto até no mesmo bairro mas estão tão longe, de pessoas que nem conheço, de pessoas que me fizeram mal (estranho né?), enfim, sinto falta de pessoas que de uma forma ou de outra fizeram parte da pessoa que sou, que farão parte do livro que um dia serei.

Se a dor da saudade fosse de exclusividade dos países em que a palavra existisse me mudaria para a Grécia ou Turquia sem pestanejar, não faria a mínima questão de ser estrangeiro.

Rapaz, já conheci e conheço tanta gente que cada dia que se passa mais fica difícil lidar com a parada, e o mais interessante é que a gente acaba se acostumando a um nível tal que já nem percebe, a não ser quando o domingo chega e a ressaca passa.

Agora sendo bem cafona e tal, mas acho que pessoas são como astros, há aquelas que são planetas pois estão sempre ali, perto ou longe estão sempre ali, há aquelas que são luas que só aparecem quando querem ou quando o céu não está nublado, há aquelas que são cometas, que deixam teu céu mais bonito e iluminado mas que vão embora tão depressa e sem dá certeza de que irão retornar um dia, e há aquelas pessoas que são estrelas, que seguem iluminando teu céu mesmo quando já nem existem mais.

É muito estranho tu torcer pra um time mas ficar feliz pela vitória de outro, ou tu num dia, nublado, ir na varanda e tua vista ser a Serra da Mantiqueira, ou ligar pra alguém e se sentir bem apenas deixando recado na secretária, ou passar um tempo sem se sentar no banco de uma praça, ou lembrar da sua infância vendo uma rua que hoje é minúscula mas que antes era um mundo, enfim, estranho, eu sou um estranho.

Enfim², mesmo assim acho que não gostaria de ser um estrangeiro e não sentir tudo isso que eu sinto, não quero virar nome de rua ou ter um busto numa praça mas gostaria de ser lembrado, e acho que saudade é isso, é lembrar, então, dessa dor me permito ser masoquista...com todo prazer.

Todo domingo é assim, e o pior é que amanhã é domingo também.

Abraço ae!
DJ


Trilha sonora que poderia ser ouvida durante esse texto:
- Amigo, Roberto Carlos
- Qui nem giló, Luís Gonzaga
- Tente outra vez, Raul Seixas
- Wild World, Cat Stevens
- O carimbador maluco, Raul Seixas.